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4 atitudes que pioram sua autoestima

Sim, sua autoestima importa.

Por vezes, o mundo atual parece uma grande competição para a qual devemos estar preparados. Porém, estudar, adquirir experiência, ter atitudes positivas… nada disso funciona quando não se tem o básico: estima por si próprio.

AUTOESTIMA

Infelizmente, a maioria dos conselhos para melhorar a autoestima ou não funcionam ou até mesmo pioram as coisas. Por exemplo, muitas pessoas são envolvidas (e enganadas) pela chamada “positividade tóxica” – afirmações supostamente construtivas, mas absolutamente descontextualizadas e irrealistas sobre você e seu futuro.

Impondo metas irrealizáveis a egos já fragilizados, o efeito dessas “dicas” pode ser devastador.

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Em meu trabalho como psicólogo, percebo que não há um motivo único para a baixa autoestima, nem caminho mágico para superá-la.

Contudo, 4 posturas estão entre as características mais comumente associadas a pessoas com autoestima precária. Conheça-as e tente se livrar delas, se for o seu caso.

1. Autoestima está ligada a uma autocrítica exagerada

Imagine, que todos os dias, você fosse seguido por uma entidade muito mal-humorada, que não fizesse nada além de criticá-lo, insultá-lo e dizer-lhe o quão inútil você é.

Mesmo que todos à sua volta lhe dissessem que essa entidade é mentirosa, seria infernal viver com alguém que constantemente lhe coloca para baixo, dia e noite, em casa, no trabalho, num passeio entre amigos, às 2h da manhã…

Isso é exatamente o que a maioria das pessoas com baixa autoestima fazem a si mesmas. Elas têm dentro de si um “juiz” extremamente exigente e cruel, que as julga e condena antes mesmo de terem feito algo.

Por mais que saibam, racionalmente, que esse “juiz” é arbitrário e pouco confiável, acreditam nele, e se veem como pessoas ruins e sem valor.

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Se você quiser melhorar sua autoestima, precisa substituir essa crítica severa pela compreensão de que você está fazendo o melhor que pode, dentro de suas possibilidades.

2. Uma autoestima precária leva você a “terceirizar” sua confiança emocional

Funciona assim. Por exemplo:

  • Você está ansioso com uma entrevista de emprego, então liga para sua mãe esperando que ela lhe diga que vai dar tudo certo.
  • Você está com raiva de algo que aconteceu no trabalho, então desabafa com seu parceiro esperando que ele confirme o quão terrível seu chefe é e que você estava certo.

Essa “terceirização” é ruim para sua autoestima porque destrói sua autoconfiança emocional, ou seja, a capacidade de tolerar emoções difíceis sem tentar fugir delas.

Quando você tenta constantemente escapar de suas emoções mais complexas – inclusive “terceirizando” para que outras pessoas as aliviem – ensina ao seu cérebro que emoções difíceis são perigosas e que você não consegue lidar com elas. 

3. A autoestima precária provoca medo de ser assertivo

Muitas pessoas acreditam que existem apenas duas formas de se comunicar: passiva e agressivamente.

Comunicação passiva é quando você está tão preocupado com as outras pessoas (e a vontade delas), que não se permite falar expressar seus próprios desejos e vontades claramente.

Comunicação agressiva é quando você só se importa com suas próprias vontades e se impõe sobre as outras pessoas, de modo desrespeitoso ou prejudicial a elas.

Muitas pessoas aprendem a sempre adiar ou deixar de lado seus próprios desejos, a fim de servir aos outros. Fazem isso porque temem que, de outra forma, ninguém vai gostar delas. Assim, evitam qualquer conflito e deixam de dar importância ao que querem e não querem.

Em suma, têm medo de se comunicar de forma assertiva, ou seja, direta, honesta e respeitosa.

Quanto mais está prioriza outras pessoas em vez de si mesmo, mais você ensina ao seu cérebro que as outras pessoas são mais importantes do que você.

4. Pensar demais também não ajuda…

Aqui está algo aparentemente paradoxal: pessoas com uma autoestima saudável não passam muito tempo pensando nisso.

Passar muito tempo pensando em autoestima é, por si só, uma atividade inerentemente crítica, que tende a fazer as pessoas se sentirem piores consigo mesmas.

Assim que você começa a questionar se é digno o suficiente, já se coloca em uma mentalidade irrealisticamente julgadora e crítica. Afinal, que padrão seria justo para considerar se você é ou não “digno” de conquistar algo que deseja?!

Sua qualidade como jogador de xadrez pode ser discutida. Mas, seu valor como pessoa??

Em vez disso, tente se concentrar no que você realmente deseja. Quais são seus valores, em que você acredita, e o que pode fazer para se aproximar do que deseja?


RECADO PARA VOCÊ

A pandemia tem afetado o bem-estar de quase todas as pessoas.

Muitas estão ansiosas, estressadas ou assustadas, constantemente pensando no que pode dar errado.

Estudiosos preveem que isso deve trazer consequências negativas até muito tempo depois que a pandemia terminar.

Portanto, se você não estiver se sentindo bem, procure ajuda.

Se preferir, clique no botão do WhatsApp abaixo e fale comigo.


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