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Sinais de alerta para adultos de possível abuso sexual infantil

[ALERTA GATILHO: ABUSO SEXUAL – ESTE CONTEÚDO PODE SER DESACONSELHÁVEL PARA ALGUMAS PESSOAS]

Conheça possíveis sinais físicos, comportamentais e emocionais de abuso sexual infantil.

ABUSO SEXUAL INFANTIL

Os índices de abuso sexual certamente sofrem com a subnotificação. Muitas barreiras dificultam a denúncia do abuso, incluindo medo, vergonha, auto responsabilização, preocupação com a reação dos pais etc.

Pesquisas sugerem que, quanto mais cedo os abusos forem detectados, e quanto antes for iniciada uma rede de apoio formada pela família e por profissionais de saúde, menores os danos causados à saúde física e mental no longo prazo.

Infelizmente, porém, boa parte das pessoas que sofrem abuso sexual infantil nunca chega a revelá-lo a ninguém.

ABUSO SEXUAL INFANTIL

Por isso, é importante que familiares, amigos e profissionais estejam cientes de que a ocorrência dos abusos sexuais pode provocar sinais nas crianças. Esses sinais podem ser físicos, comportamentais e emocionais, e podem diferir conforme a cultura e o grau de maturidade da criança.

Vale ressaltar, porém, que não existe sinal (físico, comportamental ou emocional) que seja conclusivo na definição de que uma criança esteja sendo abusada. Qualquer suspeita deve ser investigada com seriedade e cuidado.

SINAIS DE POSSÍVEL ABUSO SEXUAL EM CRIANÇAS

1. Sinais físicos

  • Trauma na região genital ou ânus, incluindo sangramento, hematomas ou irritação;
  • Sangue em roupas de cama ou roupas íntimas;
  • Contaminação por infecções sexualmente transmissíveis (IST).

2. Sinais comportamentais

  • Regressão em habilidades já adquiridas (por exemplo, voltar a fazer xixi na cama);
  • Regressão em comportamentos como chupar chupeta (ou o dedo), dificuldade de se separar dos pais;
  • Imitar comportamentos sexuais semelhantes a adultos com brinquedos, animais ou outras crianças; desenhar/escrever conteúdo sexualizado;
  • Resistir a que lhe tirem as roupas em momentos de banho, troca de fraldas etc.;
  • Pesadelos mais frequentes e/ou problemas de sono;
  • Mudança nos hábitos alimentares (recusar-se a comer, problemas para engolir, diminuição ou aumento repentino do apetite);
  • Aparecer com dinheiro, brinquedos, doces e outros presentes sem explicação.

3. Sinais emocionais

  • Novos medos de certas pessoas e lugares;
  • Diminuição do interesse por amigos, escola, hobbies, atividades esportivas ou outras;
  • Dores repentinas e inexplicáveis de estômago ou de cabeça.

SINAIS DE POSSÍVEL ABUSO SEXUAL EM ADOLESCENTES

1. Sinais físicos

Os sinais físicos em adolescentes podem ser mais difíceis de detectar porque, diferentemente das crianças, muitos deles já têm atividade sexual consensual.

  • Contusões inexplicáveis (podem ser indicativas de relacionamento sexualmente abusivo);
  • ISTs ou gravidez com parceiro não identificado;

2. Sinais comportamentais

  • Higiene pessoal inadequada;
  • Abuso de drogas e álcool;
  • Promiscuidade sexual;
  • Fugir de casa;
  • Alimentação compulsiva ou recusa a alimentar-se;
  • Automutilação (cortes, queimaduras).

Sinais emocionais

  • Sente-se mal consigo mesmo ou com seu corpo (percebe-se repulsivo, sujo, feio);
  • Sintomas de depressão e/ou ansiedade;
  • Ideias ou tentativas de suicídio;
  • Medo da intimidade ou da proximidade física.

Como dito anteriormente, é imprescindível compreender que muitos dos sinais listados acima podem estar relacionados a outros problemas e dificuldades que uma criança ou adolescente pode estar experimentando, não tendo qualquer relação com abuso sexual.

Por isso, é importante que os adultos estejam atentos e, em caso de dúvida, procurem profissionais ou serviços de saúde, ou serviços de proteção à criança.


O que fazer se você suspeitar de um caso de abuso infantil?

Se uma criança ou adolescente de seu convívio está exibindo sinais de abuso, converse com ela/ele, sem pressionar.

Pesquisas sugerem que, se você lhes fizer perguntas claras, baseadas em comportamentos, como: “Alguém tocou em você de um jeito que fez você se sentir desconfortável?”, é mais fácil que a criança se abra do que se você falar em “agressão”, “abuso” ou “estupro” (inclusive porque eles podem não ter visto dessa forma).

É importante ouvir a criança e deixá-la saber que, independentemente do que ela lhe diga, você não vai ficar brava ou chateada, que você a ama, e que não é culpa dela. Observe também o comportamento não verbal (expressões faciais, movimentos com as mãos, braços ou pernas), e dê-lhes tempo.

Se a criança revelar um abuso, tente manter a calma. Diga que você acredita nela, e repita que ela não tem culpa alguma. Seja paciente e, se possível, faça perguntas para determinar algumas informações básicas (como identificação do agressor).

Então, entre em contato com os pais ou cuidadores (se for o caso), e denuncie o crime por meio do disque 100 ou 180, do Conselho Tutelar ou das delegacias de proteção à infância e adolescência ou da mulher. A notificação pode ser anônima.

Referência sobre abuso sexual infantil

Jeglic, E.L., & Calkins, C Protegendo seu filho do abuso sexual: o que você precisa saber para manter seus filhos seguros. Skyhorse, 2018.


RECADO PARA VOCÊ

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Estudos preveem que esses sintomas podem trazer consequências negativas até muito tempo depois que a pandemia terminar.

Portanto, se você não estiver se sentindo bem, procure apoio psicológico.

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